Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo:
O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus. - Lucas 12.15-21
De modo simples nosso Senhor e Mestre divide-nos conforme a riqueza que possuímos. E, certamente, nos será de grande proveito saber em que grupo ele nos classificou, e esse fazendeiro nos ajudará a entender seus critérios.
A primeira coisa que destaco é que ele já era rico, e ao tomar um rico como exemplo o Senhor está dando a seus ouvintes judeus uma lição que hoje nos escapa, pois para os judeus todos os ricos foram abençoados diretamente por Deus com a riqueza.
A segunda coisa que chama minha atenção é uma espécie de solidão. Ao receber a notícia da boa safra ele "arrazoava consigo mesmo" e decide guardá-la. Ninguém tem acesso a seu 'centro de decisões'. Sobre isso o Senhor adverte: "Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza".
O rico para consigo mesmo pode dizer à sua alma: "tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te". Mas só pode dizer isto! Ele é refém de si próprio. Seu horizonte está limitado a "muitos anos", jamais consegue sequer atinar com a eternidade.
Entretanto a sanção do Senhor vem principalmente de seu comportamento com o que recebeu a mais. E aqui há mais uma característica do que é rico para consigo mesmo: nunca, coisa alguma é suficiente.
Observe que este homem não pode ser acusado de irresponsável ou esbanjador. Pelos padrões atuais ele até que é alguém sensato: não saiu gastando nem aproveitou o "excedente de caixa" para "torrar". Foi previdente e guardou para o futuro. Neste aspecto ele pode servir de exemplo para quem não pode se conter. Porém seu erro foi achar-se o centro e não um dos muitos instrumentos de Deus. Ele perdeu a chance de ser um "cooperador" de ninguém menos que o próprio Deus. É como se ele não tivesse importância ou utilidade para qualquer outra pessoa além de si próprio. Afinal ele era rico apenas para consigo. Não para com Deus.
E você? Em qual grupo Deus o classificou? No grupo dos que são ricos para si próprios? Ou no grupo dos que vêem a riqueza como uma oportunidade de trabalhar com ele?Se pensa que, diferentemente do fazendeiro rico, mal dá para atender suas necessidades, lembre-se de outras palavras do Senhor:
Quem é fiel no pouco
também é fiel no muito;
e quem é injusto no pouco
também é injusto no muito.
Se, pois, não vos tornastes fiéis
na aplicação das riquezas de origem injusta,
quem vos confiará a verdadeira riqueza?
Se não vos tornastes fiéis
na aplicação do alheio,
quem vos dará o que é vosso?
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