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sábado, 13 de setembro de 2014

Ezequiel, Isaías e Apocalipse

Não é de hoje que alguns estudiosos apontam semelhanças entre o Apocalipse de João e o Livro do Profeta Ezequiel (Para uma lista completa veja o artigo de David Chilton, “Apocalipse, Ezequiel e o Lecionário”, que pode ser achado em www.monergismo.com). Essas semelhanças podem ser diretas (quando as palavras são praticamente as mesmas) ou indiretas (quando o texto de João suscita apenas uma lembrança do texto de Ezequiel). A seguir, listo alguns exemplos, que eu mesmo escolhi, de semelhanças diretas.
1 - O livro selado por dentro e por fora, doce aos lábios (e, para João,  amargo ao estômago), descrito nos capítulos 5 e 10 de Apocalipse, pode ser visto em Ez 2.8 – 3.3.
2 - O trono de Deus, descrito em Ap 4, é muito parecido com o que é  descrito no capítulo 1 de Ezequiel.
3 - O povo de Deus é marcado na fronte, tanto em Ap 7.2-8 quanto em Ez 9.1-8.
4 - Em ambos (Ap 11.1-2 e Ez 40 – 43) o Templo é medido.
5 - Em ambos um banquete terrível (das carnes dos comandantes e dos príncipes da terra) é oferecido às aves do céu (e aos animais do campo, em Ezequiel): Ez 39.17-20 e Ap 19.5-21.
6 - Nos dois há uma “primeira ressurreição”. No apocalipse, são aqueles sobre os quais a segunda morte não tem poder (Ap 20.4-6) e, em Ezequiel, o vale de ossos secos do capítulo 37.
7 - Com exceção das listas genealógicas de Gênesis e de Crônicas, Gogue e Magogue só são citados em Ezequiel e no Apocalipse. E em ambos como inimigos do povo de Deus (Ap 20.7-9 e Ez 38 e 39).
8 - Em ambos há uma descrição muito semelhante do que João denomina de “Nova Jerusalém” (Ap 21 e Ez 40 – 48).
9 - João descreve (Ap 22.1-5)  o Rio da Vida de modo muito parecido com o rio descrito por Ezequiel (Ez 47).
Há muito mais! Entretanto, o que pretendo destacar, além da possibilidade de João ter usado o livro de Ezequiel, é que ambos tenham descrito as mesmas realidades. Ou seja: Ambos descrevem a mesma realidade.
Antes dos dois, Isaías também já havia descrito o trono de Deus, mas ainda não vi quem dissesse que Ezequiel usou o Livro de Isaías. Observe que, em cada uma dessas descrições, os detalhes dos arredores do trono são minuciosos, mas as descrições daquele que ocupa o trono é pouquíssima (ou inexistente) e muito cuidadosa.
Em Ezequiel (1.1-14) as figuras são: Vento tempestuoso, grande nuvem com fogo a revolver-se, com o redor resplandecente e algo brilhante como metal em seu interior. Quatro seres viventes, que saem da nuvem, tendo a aparência geral de homem, luzindo como o bronze polido, parecidos com “carvão em brasa à semelhança de tochas”, com os pés parecidos a pés de bezerro e as pernas retas. Cada um possuía quatro asas e quatro rostos (homem, leão, boi e águia), de modo que não se viravam, mas estavam sempre andando para frente. Ziguezagueavam como relâmpagos.
A “aparência da glória do SENHOR” é descrita (1.26-28) assim: Em uma espécie de trono de safira “uma figura semelhante a um homem” como metal brilhante, como fogo resplandecente ao seu redor, como o arco-íris.
A reação de Ezequiel: “caí com rosto em terra e ouvia voz de quem falava”
Em Isaías as figuras são: trono rodeado de serafins (ardentes) que possuíam seis asas e voavam ao redor gritando uns para os outros: “santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”.
O Senhor é descrito apenas por sua roupa e por sua presença (enchendo o templo de fumaça e fazendo tremer os alicerces).
A reação de Isaías foi: “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!”.
No Apocalipse além dos elementos comuns aos relatos de Ezequiel e de Isaías há também elementos novos:
1 - Diferentemente de Ezequiel, João não revela do que o trono é feito (e transmite uma leve impressão de que foi montado ali para aquela ocasião). Semelhantemente a Ezequiel, João descreve um arco-íris ao redor do trono, porém com o aspecto de esmeralda.
2 - Além de Ezequiel e Isaías, João fala de vinte e quatro anciãos, assentados em vinte e quatro tronos, vestidos de branco portando coroas de ouro. Fala também de sete tochas de fogo, “que são os sete Espíritos de Deus” e, lembrando Ex 24.10, de um “como que mar de vidro, semelhante ao cristal”.
3 - Semelhantemente a Ezequiel, João descreve quatro seres viventes. Cada ser vivente tem um rosto só (de leão, de novilho, de homem e de “águia em voo”). A tarefa deles é semelhante a dos serafins descritos por Isaías: “... não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir”. E, como os serafins, possuem seis asas (diferentemente dos querubins Ezequiel, que possuem quatro asas). João acrescenta nesses seres viventes a existência de olhos, “ao redor e por dentro”.
O que se assenta no trono, diferentemente da descrição de Ezequiel, tem um aspecto mais mineral (jaspe e sardônio – pedras avermelhadas) do que metálico.
Na disposição do texto há outras semelhanças entre Apocalipse e Isaías: Antes da visão do trono do Senhor, nos capítulos 1 a 5, através de muitas repreensões e exortações e “ais”, Isaías descreve a pecaminosidade de Judá. No Apocalipse os capítulos 2 e 3 mostram o estado de 7 Igrejas, com advertências e elogios a seus “anjos”.
No capítulo 6 de Isaías e no capítulo 4 de Apocalipse temos as fantásticas descrições do trono de Deus, seguidas de imprecações e castigos sobre Judá (em Isaías) e sobre o mundo (em Apocalipse).
O clímax do texto de Isaías está no perdão de seus pecados com a brasa trazida pelo querubim, no texto de João está na abertura do livro selado por dentro e por fora. Ou seja: Isaías vê o trono de Deus e se vê perdoado. João vê o trono de Deus e o Cordeiro abrindo o livro cujos selos correspondem a tragédias castigando os pecados da humanidade.

Três visões do mesmo evento, cada uma de pontos de vista diferentes. As duas primeiras (uma no templo e outra no exílio, na Babilônia) por profetas que tinham o mesmo ponto de vista dos que esperavam o Messias. A última no exílio em Patmos, por um apóstolo do Senhor. As três destacam a glória de Deus e a fragilidade pecaminosa do homem.

sábado, 2 de agosto de 2014

Descrições de Jesus

Quem era Jesus? Essa foi a pergunta que aqueles que estavam engajados na “busca pelo Jesus histórico” (sobre a qual escrevi na semana passada), tentavam responder. Porém, não se esqueça de que eles partiam da pressuposição de que um homem comum, desses que povoam a história, não poderia ser como os Evangelhos descrevem a Jesus.

Mas, o que é que eles escrevem de tão notável? Certamente, o ponto máximo é que ele ressuscitou. Mas, há uma série de outras afirmações que achavam difíceis de aceitar. Por exemplo: a de que ele tenha perdoado pecados ou a de que ele tenha dito ser o próprio Deus.

De fato, o Novo Testamento nos apresenta Jesus direta ou indiretamente através de figuras que falam de seu caráter ou de sua obra. Logo no princípio de seu ministério João Batista o apresentou como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” o que tinha um significado especial para sua audiência que era constituída de judeus.

Durante seu ministério, já apareceram opiniões diferentes: a Herodes opinaram que Jesus era João Batista ressuscitado. Seus discípulos informaram que também havia os que criam que ele era Elias ou algum dos profetas. E ele mesmo, correndo o risco de ser apedrejado, foi claro ao apresentar-se como EU SOU (Jo 8.58-59), nome que o Antigo Testamento reservava à Deus.

Porém, não deixa de ser notável as apresentação indiretas. Especialmente as que estão contidas nas parábolas.

Ele se apresentou como agricultor na parábola do Joio e na parábola dos trabalhadores na vinha. Na primeira ele proíbe que seus servos arranquem o joio para não correr o risco de arrancar o trigo junto e na segunda ele contrata diaristas para trabalhar em sua vinha. Apresentou-se também como criador de gado na parábola do servo que volta da lavoura (Lc 17.7-10) e, em um contexto em que seu povo é comparado à ovelhas, ele se apresentou como o Bom Pastor (Jo 1.1-18). Apresentou-se também como médico que veio apenas para os doentes (Mt 9.12-13).

Comparou-se a um noivo que chega tarde da noite para celebrar suas núpcias (Mt 25.1-13), como um nobre que viaja e confia a seus servos a administração de seu bens (Lc 19.12-27), como um rico fazendeiro que recebe acusações contra seu administrador (Lc 16.1-13), como um credor que perdoa seus devedores e exige que eles se perdoem também (Lc 7.40-50) e como um rei que chama seus servos a prestar-lhe contas (Mt 18.25-35).

Declarou ser a pedra que foi rejeitada pelos construtores (aludida pelos profetas). Declarou ser a porta e o caminho. E declarou-se também ser a verdade, a luz, a vida e o grão de trigo semeado que morto dá muito fruto. E nele os evangelistas reconheceram a comparação dos profetas: a ovelha muda.

Indo além podemos ver também o que seus apóstolos disseram. Paulo o apresentará como o novo Adão e João como advogado junto ao Pai (1Jo 2.1).

Os Evangelhos nunca o descrevem (o imaginamos moreno porque a grande maioria dos judeus de sua época era morena e deduzimos que ele gostava de frutas, peixes e vinho pela quantidade de vezes que elas aparecem no relato), mas o Apocalipse o descreve detalhadamente três vezes.

Nessas impressionantes visões de João, ele é introduzido a uma grande multidão como o Leão, mas apresenta-se como o Cordeiro (Ap 4).

Logo de início ele é descrito como um sacerdote. Está no meio das igrejas, usa vestes sacerdotais e possui cabelos brancos como se espera de um presbítero (ancião). Entretanto, a idade não o alquebra e sua firmeza aparece na postura (pisa como se tivesse pés de bronze), na voz (potente como o estrondo de muitas águas) e na sua aparência geral (como o sol na sua força). Seu olhar perscrutador é descrito como chama de fogo e ele identifica-se como “o alfa e o ômega” ou “o primeiro e o último”. E a intimidade que João tinha com ele no tempo dos Evangelhos é substituída pelo terror que prostra o apóstolo amado ao chão.

A seguir ele é fantasticamente descrito como um cordeiro com sete chifres e sete olhos, que acabara de ser morto.

Quase no fim do Apocalipse ele é mostrado como um guerreiro cavalgando um cavalo branco, vestindo um manto ensanguentado em que está escrito Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele é seguido pelos exércitos celestiais que também estão em cavalos brancos, mas vestindo mantos brancos e puros. Seu olhar ainda é descrito como chama de fogo, e em sua cabeça é adornada por diversas coroas. Sua palavra é poderosa como uma espada afiada e ele é identificado como o Verbo de Deus.

Todas as tentativas de descrevê-lo acabam misturando sua pessoa e seus ofícios. Mas, acima de tudo, as tentativas de descrevê-lo esbaram na impossibilidade de descrever o inefável: o Verbo de Deus.

O Verbo de Deus certamente não voltará para ele vazio, mas fará o que lhe apraz.

sábado, 30 de junho de 2012

A Biblioteca de Deus

Você já reparou no quanto as Sagradas Escrituras falam de livros diante de Deus? Veja:

O mais comentado de todos (nove vezes), e o que aparece primeiro na Bíblia, no Êxodo, quando Moisés, intercedendo pelo povo, pede a Deus que lhes perdoe, ou risque seu nome “do livro”, Deus admite possuir tal livro: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim” (Exodo 32.33). Parece ser um livro com o nome de todos os salvos. Uma espécie de Rol de Membros da Igreja Invisível. É mencionado no Salmo 69.28, em Daniel 12.1, em Filipenses 4.3, e em Apocalipse 3.5, 13.8, 17.8, 20.15 e 21.27.

No Salmo 139.16 Davi fala de outro livro, no qual o conteúdo de seus dias foram registrados antecipadamente, antes mesmo que seu corpo adquirisse forma no ventre materno.

O profeta Ezequiel (2.9) menciona um livro, cujo conteúdo é cheio de lamentações, suspiros e ais. Foi ordenado comê-lo, muito semelhantemente ao que aconteceu ao apóstolo João no Apocalipse (10.8-11). Se cada um deles comeu um livro diferente (lembre-se de que naqueles dias livro nada mais era do que uma tira larga de couro enrolado), ou se o que aconteceu ao profeta e ao apóstolo é uma metáfora de se apropriar do conteúdo de um determinado livro, só saberemos no futuro.

Um anjo mandou Daniel (12.4) selar o livro que escrevera até o tempo do fim, quando muitos haveriam de o esquadrinhar e o saber se multiplicaria. Tudo indica que além da profecia de Daniel, por extensão, temos aqui a própria Bíblia, que tem sido cada vez mais esquadrinhada, e à medida que é esquadrinhada seu conteúdo se torna mais claro e o conhecimento que temos dela se multiplica. Vale a pena notar que seu conhecimento cresceu muito exatamente neste período que foi chamado por Pedro, em seu sermão do dia de Pentecostes, de últimos dias.

O escritor de Hebreus (10.7) menciona outro livro no qual o Senhor Jesus diz ter trechos escritos a seu respeito, e pelo contexto não parece se referir à Bíblia. Provavelmente é a este livro que se refere o capítulo 5 de Apocalipse, onde não se encontra ninguém digno de romper os selos de um livro selado por dentro e por fora, e o Leão de Judá aparece em forma de Cordeiro para fazer isso, provocando intenso louvor na multidão de remidos.

Mas, há um livro precioso para todo aquele cuja esperança está em Deus. Ele é mencionado no Salmo 56. Neste livro são inventariadas as lágrimas derramadas e recolhidas por Deus: “Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro?” (Salmo 56.8).

Finalmente, no Apocalipse (20.12) menciona-se diversos livros, cujo número é impossível determinar: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros”. O texto dá a impressão de que há livros (não diz quantos) em que se anota as obras dos que não se encontram registrados no Livro da Vida para fins de julgamento e que serão abertos naquele dia e cotejados com o Livro da Vida.

Seria como se os que não se encontram no Rol da Igreja Invisível tivessem seus arquivos de maldades anotadas diante de Deus.

Alguém pode objetar dizendo que isso é politicamente incorreto. Isso é espionagem contra os pobres danados.

Pior! Veja o que o profeta Malaquias (3.16) diz sobre os eleitos: “Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros; o SENHOR atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome”.

Sete livros (se bem que um deles pode ter muitos volumes) e um memorial estão diante de Deus. Em pelo menos quatro deles há nomes registrados: 1) No livro da Vida; 2) No livro de que fala o Salmo 139.16; 3) No inventário das lágrimas; 4) Nos muitos volumes de registro das obras dos maus. Em qual deles está seu nome? Peço a Deus que esteja no Livro da Vida, com um bela nota memorial como um dos que temem ao SENHOR.

sábado, 30 de abril de 2011

Voltando a falar de pastores

Quando se lê as sete cartas do Apocalipse, partindo da pressuposição que elas foram escritas primariamente à pastores - o que espero que você tenha feito desde que comecei tratar deste assunto - muitas coisas mudam de aspecto.

Continuarei abordá-las depois, em outra fase. Porém, não posso deixar de falar no fim desta primeira sobre algo que salta aos olhos: o que os pastores pensam de si mesmos e o que Jesus pensa deles.

Talvez o caso mais claro seja o do pastor da igreja de Laodicéia: “...pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. Veja: Aos próprios olhos ele era rico, abastado e independente, mas o Senhor o via nu, cego, pobre e miserável. O coitado sequer sabia que era infeliz.

Mas nem sempre o texto é tão claro.

O pastor da igreja de Éfeso parece ter sido um homem íntegro que via na fidelidade às verdades recebidas, e a perseverança nelas a qualquer custo, a realização de seu ministério. Talvez fosse o que hoje chamaríamos de conservador. Jesus o elogiou por isso, mas o criticou por esquecer-se da razão pela qual isso deve ser feito: o amor. O primeiro amor. O amor que tinha quando começou a fazer tais coisas.

Invertido é o caso do pastor da igreja de Esmirna. Provavelmente diríamos hoje que ele tinha “baixa autoestima”, ou então que as condições em que vivia não o permitiam pensar muito além do que o horizonte humano deixava. Entretanto o diagnóstico do Senhor é diferente: “mas tu és rico”. A riqueza que o Senhor mede não é a que enche as carteiras, como a dos depositantes do gazofilácio, mas a que transborda de corações como da viúva ou desse pastor anônimo, que tinha de suportar blasfemos, falsos judeus e satanistas.

Sobre o pastor da igreja de Pérgamo, a despeito de conservar o nome do Senhor em meio a dificuldades inimagináveis hoje, mantinha uma postura pluralista inclusivista, pois permitia em seu rebanho balaamitas e nicolaitas. A ordem do Senhor era clara: deveria se arrepender. Isso pressupõe que ele se orgulhava de ser conciliador de opostos pois os pecados dos balaamitas eram exatamente levar seu rebanho à idolatria.

O pastor da igreja de Tiatira, a despeito de suas muitas obras, que o qualificariam hoje como um homem piedoso, tem seu pecado é claramente mostrado como o da tolerância para com o erro, pois permitia um verdadeiro “copastorado” de uma mulher que se dizia profetiza mas agia como a rainha idolatra Jezabel. A ausência de repreensão direta a ele (pastor) e a intervenção direta de Jesus no rebanho com ameaças terríveis, me dá a impressão que ele tinha o que chamamos hoje de “falta de pulso”. Talvez tivesse de si mesmo um conceito fraco. Era um trabalhador, mas era fraco como o rei Acabe. Quem sabe essa seja outra razão para o Senhor chamar essa mulher de Jezabel.

Triste sina a do pastor da igreja de Sardes, que pode ser resumida em poucas palavras. Ele se imaginava vivo, mas o Senhor o via morto.

Outro pastor misterioso é o de Filadélfia, mas pelo lado bom. Parece que ele pensava de si próprio com moderação. Sabia que tinha pouca força e o Senhor lhe atestou isso. Também era assolado por falsos judeus e satanistas, mas guardou a palavra do Senhor.

Sete pastores, sete avaliações e parece que apenas um pensava concordemente com o Senhor. Cinco pensavam de si mais do que deveriam e o Senhor os repreendeu. O de Esmirna pensava aquém e o Senhor o animou.

Ainda bem que o Senhor Jesus anda no meio das igreja e tem na mão cada pastor. Assim ele interfere em seu rebanho e no pastoreio do mesmo. Assim ele cumpre sua própria promessa: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência” Jr 3.15.

sábado, 16 de abril de 2011

Pastores (2ª parte)

Um amigo observou sobre o texto anterior: a autoridade que o Senhor admite que cada pastor tenha é muito grande. E disse: “se eu tivesse metade dela, nenhum Balaão, Nicolaíta ou Jezabel sequer se aproximaria da Igreja”.

Às vezes sou propenso em concordar. Mas será que Jesus está dirigindo-se a um pastor só, ou a todos os que são pastores de determinada igreja? Veja:

A primeira carta é dirigida ao Anjo da igreja de Éfeso. Esta igreja foi fundada pelo apóstolo Paulo durante sua terceira viagem missionária. Nela permaneceu por quase três anos. Sofreu tanto ali “ao ponto de desesperar até da própria vida” (2Co 1.8).

Continuando sua viagem em direção à Macedônia procurou deixa-la em boas mãos e ao retornar, passou perto o suficiente para encontrar-se com os presbíteros dela e recomendar “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28). Repare: Ela estava sendo pastoreada, por um grupo de presbíteros a quem Paulo diz que o Espírito Santo constituiu bispos. Eles a pastoreavam coletivamente.

Anos depois, Paulo mandou Timóteo para lá: “Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina, nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé” (1Tm 1.3-4).

Ora, se Timóteo permaneceu lá, a carta é dirigida a ele. Entretanto, faz mais sentido, para mim, que ela seja dirigida ao mesmo grupo (não aos mesmos indivíduos) a quem Paulo exortou na praia de Mileto.

Sei de igrejas em que um só pastor é o verdadeiro dono até dos imóveis e sei de igrejas em que o pastor não passa de um empregado. Por isso, apesar de endereçadas aos pastores, as cartas sempre terminam com a frase: “quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas”.

Nem o pastor pode dizer, “eu tentei resolver aquele problema, mas o povo é rebelde”. Nem o povo pode dizer, “o pastor nunca nos disse que o Senhor não queria que fizéssemos isso”.

O Senhor ordenou a ele com voz alta e clara para que fosse ouvida por todos, pois suas ovelhas ouvem sua voz.

Como exemplo veja a igreja de Tiatira - sobre a mulher que se dizia profetiza, mas agia como Jezabel - o que o Senhor diz: “Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição. Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras” (Ap 2.21-23).

Notou? O Senhor a disciplinou diretamente. Não usou o pastor. E o fez como exemplo para todas as igrejas. Depois falou diretamente aos membros da igreja: “Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha” (Ap 2.34-25).

Jesus é o Senhor. Anda no meio das igrejas e tem na mão os pastores.

sábado, 9 de abril de 2011

Pastores

Quando Jesus ordenou a João que escrevesse às sete igrejas, endereçou cada carta do mesmo modo: “Ao anjo da igreja em ...”. Quem é esse anjo?
A primeira hipótese é de que se trate de um ser celestial, pois no livro há pelos menos 73 menções deles. A segunda hipótese é a personalização dos defeitos e qualidades de cada igreja, como se dissesse “Ao espírito da igreja tal”. E a terceira hipótese é de que se trate dos pastores daquelas igrejas.
Contra a primeira hipótese há muitos argumentos fortíssimos. Mas, por enquanto, basta um: se fosse um ser celestial, jamais o Senhor teria sequer algo contra ele como explicitamente tem, contra o anjo das Igrejas de Éfeso, Pergamo e Tiatira. Bastaria o que disse ao anjo de Sardes: “Não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus” e isso faria dele um demônio.
Contra a segunda hipótese também há diversos argumentos, mas também destaco um: como se haveria de admoestar, repreender ou elogiar uma tendência ou qualidade? Alguns dizem que Jesus está admoestando a igreja! Então por que dirigiu sua carta ao anjo dela?
Jesus está se referindo aos pastores (ou como se diz hoje: líderes). E aqui há o que temer e tremer.
1. Pastores podem ser zelosos de seus deveres e perseverantes nos mesmos como o foi o pastor da igreja de Éfeso. Modestos como o de Esmirna. Fiéis diante de lutas como o de Pérgamo. Perseverantes como o de Tiatira. Suficientes como o de Sardes. Eficientes como o de Filadélfia. Porém, tristemente tortos, ao ponto de provocar ânsias de vômito no Senhor Jesus, como o pastor de Laodicéia.
Cada um tem - com exceção do pastor de Laodicéia - uma qualidade destacada pelo Senhor. Em alguns de forma tão sutil, como no de Sardes, que é até difícil de ver. Noutros ela brilha com tal força que a própria modéstia, como a do pastor de Esmirna, não é capaz de cobrir. É o Senhor, com olhos como fogo que perscruta e julga. Ao de Sardes sentencia: “tens o nome de que vives e estás morto”.
2. Pastores podem ser a pior desgraça de um rebanho. Eles podem ser tolerantes. Isso soa terrível para nossos dias, mas é um dos pecados dos pastores listados aqui.
O pastor da igreja de Pérgamo tolerava os seguidores de Balaão e os nicolaítas. Já o pastor da igreja de Tiatira tolerava que uma mulher “que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos” (Ap 2.20).
O pastor da igreja de Laodicéia se julgava rico e abastado, mas era pobre, cego e nu. Morno, provocava ânsias de vômito no Senhor: deixava Jesus do lado de fora: excomungado.
Talvez o comportamento mais triste tenha sido o do pastor de Éfeso em quem a única qualidade que sobrou foi o ódio ao erro por ter esquecido de seu primeiro amor.
Deus abençoa sua igreja mediante muitas coisas e uma delas é o pastor que coloca para servi-la. Não é a toa que o apóstolo ordena: “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hb 13.17 ERC)










sábado, 19 de março de 2011

Profecias de Fim de Mundo

Sempre ouvi falar de terremotos e maremotos, mas não sei precisar a data em que ouvi a palavra tsunami.

Lembro-me de que depois de ouvi-la, pensando em seu significado (literalmente onda de porto) como sinônimo de onda de grandes proporções, imaginei que era um modismo. Afinal já conhecia maremoto. Então me explicaram que maremoto é consequência de um abalo sísmico e um tsunami pode ser causado até pela queda de um meteorito. No final de 2004 vi, através da televisão, o estrago que um tsunami pode fazer.

Lembro-me também de que quando eu era adolescente, impressionado com um livro sobre profecias, passei a pesquisar muitas estatísticas de terremotos. Eu desejava saber se o numero deles estava aumentando. Hoje vejo que o resultado, qualquer que seja, é inútil, por duas razões.

Primeira: sempre houve terremotos e tudo indica que sempre haverá. A sensação que temos de um número crescente deles decorre da maior cobertura da imprensa. Hoje temos canais de rádio e TV dedicados exclusivamente a notícias e tão ávidos por preencher pautas que divulgam até os pequenos tremores ocorridos em áreas desertas.

Ainda nessa primeira razão há que se considerar o aumento populacional. Nosso planeta possui atualmente uma população, pelo menos 6 mil vezes maior do que possuía à época em que nosso Senhor andava pelas estradas da Judéia. Portanto, um terremoto hoje é potencialmente mais letal.

A segunda razão decorre do fato de que nenhuma profecia fala do aumento da atividade sísmica, somos nós quem subentendemos isso. O discurso profético do Senhor, consistentemente anotado nos Evangelhos sinóticos fala simplesmente “haverá terremotos” ou “haverá grandes terremotos”. Não fala em aumento do número deles.

A ideia de aumento nos vem do contexto geral de tribulação a que nosso Senhor se referiu. E eu não duvido de que haja tribulação ou Grande Tribulação. Vou mais longe: não duvido de que já estejamos vivendo, há muito tempo, a Grande Tribulação. Entretanto, não consigo ver a tragédia japonesa como cumprimento de uma profecia específica.

Consigo sim ver sinais de alerta de que, a mais organizada, técnica, rica e poderosa sociedade humana representa nada diante de uma simples onda.

Consigo ver outros sinais. Por exemplo: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados” (Lc 21.25-26). Neste pequeno texto nosso Senhor destaca o efeito sobre os homens: angústia, perplexidade, terror e expectativa. E isso aumenta em nossos dias.

A tragédia japonesa, para mim, é um alerta a que consideremos nossa fragilidade. Um alerta eloquente que atingiu todos os ouvidos.

Parece Jesus dizendo: “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.

sábado, 12 de março de 2011

A meretriz e a mãe

Duas mulheres se destacam no Apocalipse expressando conceitos totalmente opostos.

A meretriz que tem por montaria uma besta escarlate repleta de nomes de blasfêmia com sete cabeças e dez chifres. Veste-se de púrpura e de escarlata. Adorna-se de ouro, de pedras preciosas e de pérolas. Segura um cálice de ouro transbordante de abominações e de imundícias das suas prostituições. Na testa (uma tiara?) divulga seu nome: Babilônia, a Grande, a Mãe das Maretrizes e das Abominações da Terra. Embriaga-se com o sangue dos santos mártires de Jesus.

Após explicar a João que a besta, em quem ela monta, representa os reinos deste mundo, o anjo esclarece que a meretriz é a grande cidade que domina sobre eles.

Sempre houve uma cidade que fascina os poderosos e lhes nutre de poder e status. Talvez Babel tenha sido a primeira. Depois, até hoje, muitas formaram fila. Nos dias de João Roma era uma delas. Babilônia é apenas um arquétipo.

A meretriz vista por João é a síntese de tudo que, em todos os tempos, atrai e seduz o povo de Deus. Seduz com um cálice de ouro, como a prometer a mais deliciosa bebida, mas seu conteúdo é o próprio produto de suas prostituições: o conluio com os poderosos.

João está vendo o que ele mesmo chamou de a "concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida" (1Jo 2.16). A melhor figura: a que vende a si mesma. Ou seja: uma meretriz.

A outra mulher - que João viu antes - no céu, é uma parturiente. Ela veste-se do sol, pisa na lua, adorna-se com uma coroa de doze estrelas e grita sofrendo com dores de parto.

Enquanto ela se exaure dando à luz um filho que há de reger todas as nações, um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças diademadas e dez chifres, cuja cauda arrasta um terço das estrelas dos céus, aguarda para devorar-lhe o filho tão logo nasça. O filho nasce e é arrebatado para Deus e a mulher foge para o deserto, onde Deus lhe havia preparado refúgio.

Enquanto está segura, Miguel e seus anjos pelejaram contra o dragão e seu “um terço”. Venceram e os atiraram para a terra. Vendo-se na terra, o dragão perseguiu a mulher, que recebeu asas e voou até o deserto fora da vista do dragão.

Desde o dia em que Deus disse “porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15) até o nascimento de Jesus a principal ocupação de Satanás foi deter-se diante da linhagem da qual nasceria o Messias.

Quantos descendentes da mulher Deus arrebatou livrando-os das mãos do dragão? A família de Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés... Davi... O próprio Jesus da fúria de Herodes. João está vendo a luta da mulher através dos tempos e de como Deus a preservou em sua missão de mãe. Missão totalmente antagônica a missão da meretriz.

João também está vendo a luta do povo de Deus, sempre protegido por ele – alguns até mesmo arrebatados tão logo nascem – da sanha feroz do inimigo.

Mas também João vê a derrota do inimigo que arrasta consigo um terço dos anjos para lutar contra as forças de Deus. Tão logo, cumprindo a profecia ele se torne um descendente da mulher - adquira um calcanhar - o inimigo lutará para ferir mais do que isso, com todas as suas forças, antes que sua cabeça seja esmagada.

A mulher gloriosamente vestida, portanto não se trata de Maria em si, mas de todas aquelas que, durante todos os tempos – simbolizados aqui pelo sol, lua e estrelas – em meio as mais diversas dificuldades – simbolizadas aqui pelos sofrimentos do parto – conduziram seus filhos a uma vida de submissão ao Senhor em luta direta contra os ataques do dragão.

As duas mulheres apontam para a realização plena ou negação total da vontade de Deus. A mulher gloriosa a realiza inclusive concebendo filhos nos quais se materializam os planos do altíssimo. A meretriz nega a partir da subversão da maternidade e, seduz o povo de Deus a adorar àquele que se rebelou contra o Altíssimo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Como João viu a Jesus

Amigo íntimo de Jesus, na última ceia João aconchegou-se a seu peito e encontrou Jesus ainda diversas vezes antes de sua ascensão, mas nunca com a mesma intimidade.

Soube do encontro de Saulo e da aparência de Jesus por ele descrita. João, anos depois, exilado em Patmos, viu a Jesus, de forma especial, pelo menos três vezes.

Na primeira vez que o viu ficou aterrorizado e se Saulo caiu cego, ele caiu como morto. João viu Jesus andando no meio de todas as igrejas, e vestindo roupas sacerdotais. Olhava de modo tão penetrante como fogo e andava descalço como todo sacerdote anda no lugar santo, porém pisava com a firmeza do bronze, e em vez de sussurrar – hábito dos sacerdotes para não revelar o nome de Deus – sua voz era como uma cachoeira e sua palavra cortante qual espada afiada. Em sua destra estavam os líderes das igrejas e seu rosto brilhava como sol em sua força. Tão logo o viu João foi ordenado escrever sete cartas às igrejas e atendeu o que lhe era ditado.

Aqui se destacam o ofício sacerdotal e o ofício profético de Jesus. Ele anda no meio das igrejas, sustenta o anjo de cada uma delas, prova, reprova, estimula, condena ou elogia a cada uma. Pode significar muito mais, porém certamente João está vendo Jesus glorificado, não quem o receberia com um abraço.

Na segunda vez João ficou surpreso. Jesus fora anunciado pelos anciãos como “o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e seus selos”, mas João viu um cordeiro. Pior: “como tendo sido morto”. Entretanto este cordeiro tinha “sete chifres, sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda terra”. Ao receber o livro da destra daquele que estava no trono, os seres celestiais e todos os salvos prostraram-se diante do cordeiro, e, com harpas e incensários repletos de orações de todos os eleitos, começaram a adorá-lo.

Nesta segunda visão se destacam o ofício real e o sacerdotal. Anuncia-se o rei, mas quem toma o livro é o sacerdote. João está vendo a encarnação do Senhor. Os selos que ele vai abrindo são suas vitórias subseqüentes bem como as tragédias sobre os vencidos.

Na terceira vez João ficou deslumbrado. Jesus estava montado num cavalo branco. Novamente seus olhos eram penetrantes como chama. Na sua cabeça havia muitos diademas e apesar de ser conhecido como Fiel e Verdadeiro, seu nome era conhecido apenas por ele mesmo e era Verbo de Deus. Sua roupa estava manchada de sangue e os exércitos do céu o seguiam vestidos de branco montados em cavalos brancos. De sua boca saía uma espada afiada com a qual feria as nações, às quais regerá com cetro de ferro e pessoalmente imporá o furor da ira de Deus. Escrito em seu manto e em sua coxa estava a frase REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

Nesta terceira visão o ofício profético está presente em seu nome e na arma que usa, mas o destaque maior é dado ao ofício real: ele reina sobre todos. Não apenas apascenta seu rebanho, mas impõe a ira de Deus sobre os inimigos. A mesma ira que caiu sobre ele na cruz.

Essas três visões significam muito mais. Porém, fundamentalmente dizem que o apostolo amado não viu a Jesus como o via na Judéia. Jesus não deixou sua natureza humana, mas retomou aquilo do que tinha se esvaziado quando se encarnou.

Ele não é mais aquele em quem se pode bater ou até fincar pregos. Agora ele é aquele que apenas à menção de seu nome todo joelho se dobra e toda língua diz: é o SENHOR.

Bom ânimo

Hebreus 3.13 (NAA) Pelo contrário, animem uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, a fim de que nenhum de vocês ...