domingo, 8 de junho de 2008

“Vós não sois assim”

Algumas palavras de nosso Senhor e Mestre devem ressoar mais fortes aos nossos ouvidos nesses dias em que nos preparamos para eleger oficiais em nossa Igreja. Certamente a frase título deste artigo é uma delas.

Lucas nos informa que eles haviam acabado de participar da Santa Ceia quando começaram “uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior”. Repreendendo-os, o Senhor lhes determinou como deviam ser.

Lembre-se de que nesta ocasião o Senhor lavou os pés de cada um, e lhes ordenou que fizessem uns aos outros o que ele havia acabado de fazer-lhes.

Sua repreensão inclui uma análise das relações sociais, na qual mostra a nossa conhecida “pirâmide social” em cujo topo estão os que exercem autoridade e poder e na base os que são conduzidos: “Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores” (Lc 22.25).

E então os instruiu.

Na organização de Jesus a “pirâmide social” está invertida: os que lideram e os maiores estão na base. É como uma família, onde o pai que a lidera é exatamente o que mais tem responsabilidades de serviço, e sobre a qual ela repousa.

Essa figura - a da família - orientará todos os textos do Novo Testamento sobre escolha de oficiais para a Igreja. Na verdade a família será o principal local de prova em que o candidato a oficial da Igreja deve ser examinado. Examinando-o como vive em família a Igreja deve atestar diante de Deus que vê nele as qualidades determinadas para ser um dos líderes, que a conduzirá à “pastos verdes e águas tranqüilas”.

Em que outro lugar poderemos saber se ele é esposo de uma só mulher, hospitaleiro, que governa bem sua própria casa, que cria seus filhos sob disciplina, etc., senão em sua família? Então, olhando para a família do candidato a oficial, teremos as informações necessárias para qualificá-lo conforme as determinações de nosso Senhor e Mestre e discernir se deve ser escolhido ou não oficial na Igreja do Senhor.

Estamos a uma semana do dia em que escolheremos 1 presbítero e 5 diáconos para nossa Igreja. É, portanto, a hora em que - volto a afirmar - essas palavras devem ressoar com mais força em nossos ouvidos, ao ponto de entendermos que, na Igreja, um bom Pai de Família preenche mais os critérios estabelecidos pelo dono dela, do que o melhor empresário, o melhor intelectual ou o mais rico e poderoso dos homens.

2 comentários:

Oliveira disse...

Meu caro

Certamente um excelente critério para a escolha de ceifeiros.

Abraço

Alexandre Ribeiro Lessa disse...

Rev. Folton,

Que esta eleição esteja sobre a bênção do nosso bom Deus! Tenho me concientizado mais e mais da grande importância da eleição de oficiais da Igreja.

Estou lendo as Institutas conforme exigências do Rev. Ageu na matéria Teologia Sistemática. Calvino, quando trata do jejum afirma que devemos jejuar em questões sérias, detre elas cita a ordenação de oficiais.

Outro dia desses fui brindado com uma história contada por um dileto pastor amigo, Rev. Onezio Figueiredo. Ele disse que certa feito o Rev. Boanerges o procurou para eles criarem um curso para pastores e presbiteros; Rev. Onezio negou em parte, enfatizando que queria dar o curso somente para os presbiteros. A razão, segundo ele, seria que os pastores pode mudar de uma igreja para outro, os presbiteros, em tese, sempre estarão na igreja local.

Em Cristo,

Alexandre Ribeiro Lessa

Aproveito o ensejo para convida-lo para conhecer o blog que eu e mais dois colegas do JMC criamos:

indexreformado.blogspot.com