sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A região da sombra da morte



O povo que andava em trevas
viu grande luz,
e aos que viviam na região da sombra da morte,
resplandeceu-lhes a luz.
Isaías 9.2


Não sei se Isaías conhecia o Salmo 23. Talvez conhecesse, pois além da transmissão oral entre os músicos do templo, um dos trabalhos dos escribas de Salomão era registrar a história e os escritos do próprio Salomão e de seu pai, que muitas vezes chegou a especificar, quem devia cantar determinado Salmo, em que dia, com que música, com que instrumento e em qual afinação.
Também não sei se Isaías conhecia o Livro de Jó. Mas sei que a expressão “sombra da morte”, que foi escolhida no texto acima para designar o lugar em que o Messias haveria de nascer, também foi usada diversas vezes por Jó.
Antes de Isaías falar da “região da sombra da morte”, onde o Messias haveria de nascer, Davi já a cantava. E, do que impressionava pelo terror ao patriarca Jó, Davi dizia que não o amedrontaria, pois a Bom Pastor estaria a seu lado.

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À sombra da morte moravam os que viviam na região que foi repartida por Deus à Zebulom e à Naftali. A mesma região, que o Senhor tornou desprezível, testemunharia o aparecimento da verdadeira Luz.
À sombra da morte sofriam sob cetro opressor, curvavam-se sob jugo pesado e a vara lhes machucava os ombros. Viviam tão aflitos quanto seus antepassados viveram debaixo do jugo dos midianitas.
À sombra da morte se acostumaram ao tumulto da batalha, ao som medonho das botas dos guerreiros e às roupas ensangüentadas.
À sombra da morte as únicas alegrias eram as do trabalho honesto e árduo da ceifa ou da desgraça do despojo.
À sombra da morte estavam todos aqueles sobre quem o “zelo do SENHOR dos exércitos” ainda não tinha resplandecido sua maravilhosa Luz.
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Mas a região da sombra da morte é descrita hoje por todos os jornais e vista em todos os noticiários. Se faz presente nos lugares mais inesperados e amedronta a pobres e ricos.
A única luz que dissipa a sombra da morte é aquela que “vindo ao mundo, alumia todo homem”. Aquela que é característica do Maravilhoso Conselheiro. Que é indomável, pois vem do Deus forte. Perene, pois procede do Pai da Eternidade. Benfazeja, pois expressa o amor do Príncipe da Paz.
A luz que dissipa a sombra da morte “resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”.
À sombra da morte ainda vivem aqueles, que, mesmo desfrutando das benesses das regiões mais ricas e nobres da terra ainda não viram a verdadeira Luz.
À sombra da morte também vivemos nós os que andamos pelo vale com o Bom Pastor. Entretanto, diferentemente dos outros, a verdadeira Luz brilha sobre nós e, sendo lâmpada para nossos pés, nos mostra o caminho para fora deste vale tenebroso.

Um comentário:

Maria disse...

Pastor,
Seu texto trouxe à minha mente aquilo que me dá Esperança...Porque andando pelo vale da sombra da morte, sob as pressões das coisas desse mundo, tive medo.
Obg por me lembrar que no vale, a Luz q dissipa a sombra brilha sobre nós e o Bom Pastor nos guia com seu bordão e cajado.
Graças a Deus pelo conforto q proporciona aos seus. (até pela internet)rs
um abraço, pr.

lucia (marialvino@hotmail.com)