sábado, 2 de outubro de 2010

Inimigos do Povo de Deus

A Bíblia cobre um período de tempo muito grande e os autores de seus diversos livros testemunharam muitas formas de organização social e muitos tipos de governo.

Na pré-história bíblica sabemos dos clãs comandados por seus patriarcas. Sabemos das cidades-estado, como Jericó, e dos grandes estados, como o Egito, comandados por seus poderosos.

Ao longo do Antigo Testamento, o povo de Deus passou da autoridade de Moisés à uma confederação de tribos espalhadas pelo território conquistado por Josué.

Por esse tempo os gregos já contavam com suas cidades-estado autônomas e democráticas. Mas, a democracia deles era emperrada pela necessidade de todos participarem de tudo.

Roma deu o passo seguinte criando uma espécie de democracia representativa: a república, onde cada cidadão delegava poderes a um corpo permanente de governo: o Senado.

Portanto, o povo da antiga aliança viu o autoritarismo dos faraós, a democracia dos gregos, a democracia dos romanos bem como sua transição de república para império quando o Senado acumulou de poderes (Cônsul, Censor e Ditador vitalício) a Júlio, que retribuía com a “Pax Romana” (conquistas, obras públicas, reorganização das finanças e ordem).

A Igreja dos tempos bíblicos conheceu apenas a Roma imperial. Jesus nasceu na época de Augusto, sucessor de Júlio.

Até a morte do último apóstolo a Igreja viveu debaixo dos mandos e desmandos de Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, Júlio, Ninfídio, Clódio, Galba, Otão, Vitélio, Vespasiano, Tito, Terêncio, Domiciano, Nerva e Trajano.

Durante este período a ordem bíblica geral foi: Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. (Rm 13.1). Ou ainda: Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito (1Tm 2.1-2).

A Igreja sempre foi perseguida em maior ou menor grau. Chegou a realizar seus cultos em cemitérios e abolir os cânticos para não ser localizada. Mas, ajudada pelo Senhor, permaneceu fiel.

Durante os anos seguintes, até Constantino, a Igreja sobreviveu a mais de 90 césares. Sua derrocada aconteceu não por ser perseguida, mas por ser corrompida.

Tudo indica que teremos no Brasil uma presidenta, que, se não perseguir a Igreja, pois representa um partido político hostil a alguns valores cristãos, já que fechou questão (e mantém fechada) em favor do aborto e do casamento homossexual, dará continuidade a atual política de corrupção com benesses a seus líderes oficiais ou oficiosos.

Lembre-se de que historicamente, para o povo de Deus, a corrupção sempre foi um perigo maior do que a perseguição. E sobre esse perigo tenho escutado poucos alertas e visto muitos flertes.

O juízo de Deus veio sempre sobre a Igreja corrupta e suas bênçãos sempre foram abundantes sobre a Igreja perseguida.

Vote à luz de sua consciência diante de Deus. Se nosso destino for a perseguição, que seja. O Senhor prometeu ajudar a Igreja perseguida, não a corrupta.

5 comentários:

Maurício Barbosa disse...

Rev, que pena que são poucas as vozes que se levam em nosso meio com uma mensagem como esta que continue a abençoá-lo para que tenhamos sempre onde buscar alimento para nossas almas.

Abs,

Maurício

Samuel Vitalino disse...

Folton,

As palavras que posso usar depois de ler o seu post são:

1. Tranquilidade - Não há o que temer, pois ainda que vejamos que os dias a seguir são de perversidade e imoralidade, sabemos que em tempos angustiosos para a Igreja é quando ela pode gritar por Reforma e Avivamento.

2. Temor e Confiança em Deus - A ordem de orar pelos governantes, sendo quem sejam, nos leva a pensar que não devemos temer a homens, mas sim a um Deus que coloca e tira os governantes segundo o seu propósito soberano.

3. Saudade - Que vontade de te ouvir e conversar contigo me deu agora.

Rev. Jedeías Almeida Duarte disse...

Caro Rev. Folton:

Esta é uma reflexão fiel. Por gentileza mande para o nosso BP, outros precisam conhecer este texto.

Rev. Ageu Magalhães disse...

Caro Rev. Fôlton,

Reflexão preciosa! Continuemos nossa luta. Abraço, Ageu

Maykon Johny disse...

Até que enfim algum cristão escreveu algo inteligente sobre política e de um ponto de vista realmente cristão e bíblico... já estava perdendo a esperança de que houvesse vida inteligente no meio do povo de Deus qdo o assunto fosse política... Até mesmo alguns ótimos pensadores da teologia cristã/reformada que os considero como referências de fidelidade às Escrituras já estavam me deixando farto por ficarem dando corda a todo esse panfletarismo terrorista de extrema direita que vem circulando na web como se Deus não estivesse no controle absoluto deste mundo... Como se qualquer ameaça vermelha, verde ou cor-de-rosa fosse capaz de passar por cima de Sua soberana vontade... Realmente o foco da igreja deve estar voltado na fidelidade ao Deus Eterno e não nas circunstâncias temporais... Já repassei este artigo para TODOS os contatos do meu e-mail... realmente muito oportuno... sou muito grato pela reflexão...