sábado, 17 de setembro de 2011

Pecando contra mordomia

Se, pois, não vos tornastes fiéis
na aplicação das riquezas de origem injusta,
quem vos confiará a verdadeira riqueza?
Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio
quem vos dará o que é vosso?
(Lucas 16.11)

O pecado impregna nossa natureza e desde que nascemos, de algum modo, já o externamos. Alguns são tão óbvios que deixamos passar por “coisas de criança”, outros de tão dissimulados são difíceis de ser vistos.

O aspecto sobre o qual me detenho agora é o desejo de tomar em nossas mãos aquilo que Deus colocou sob as mãos de nosso próximo.

Geralmente dizemos que furtar é um pecado contra a propriedade. Tenho minhas reservas contra essa afirmação, pois não possuímos nada, nem a nós mesmos. O furto - nas suas diversas modalidades - é sempre um pecado contra a mordomia.

Somos mordomos de Deus e a ele daremos conta de tudo o que dele mesmo recebemos, desde os bens que consideramos mais preciosos, até das coisas que temos por imponderáveis: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo” (Mt 12.36).

Somos mordomos de tudo o que possa ser gerido pela nossa capacidade e o critério com o qual nossa gestão é avaliada por Deus é a fidelidade ao seu querer e o amor ao nosso próximo. Esses dois eixos devem nos orientar na administração de qualquer bem que Deus tenha nos confiado.

Deus não ficará mais rico se formos mais fieis, mas será mais glorificado se pela nossa fidelidade à sua vontade, amando o nosso próximo, usarmos aquilo que ele nos confiou para suprir suas necessidades. Dessa forma nos tornamos, pela fidelidade, cooperadores de Deus, como agentes de sua providência.

Mas acima de tudo, somos mordomos do bem mais precioso: o tempo. Como crianças não damos valor a ele e pouco nos importa se o temos de sobra ou não. Quando adolescentes agimos de modo igual, mas já começamos a querer mais dele para gastar conosco mesmo. Quando adultos percebemos que ele é limitado e tentamos aproveitá-lo e às vezes usando a parte que devemos dedicar a nossos queridos mais próximos. Quando chegamos à velhice vemos que ele escorre como água por entre nossos dedos e tentamos remi-lo a todo custo. Mas já é tarde.

Curiosamente podemos e geralmente roubamos o tempo que Deus colocou sob administração de nosso próximo. Isso ocorre quando o enredamos em futilidades ou até mesmo em coisas contrárias a Lei de Deus.

O descanso é uma parte importante do tempo e está intimamente ligado à verdadeira adoração. Quando Deus exige que descansemos um dia em sete, se dá como exemplo: Criou tudo em seis dias e no sétimo descansou. Não podemos querer trabalhar mais do que ele.

Finalmente, o que abrange todos os aspectos do pecado do furto é a infidelidade. Para evitá-lo precisamos ser fiéis de mente, palavras e obras para com Deus e para com nosso próximo. Só assim não furtaremos sequer as coisas mais simples, muito menos as que consideramos mais valiosas.

Um comentário:

Filipe Ivo disse...

Louvado seja Deus pelo blog pessoal , Deus esteja abençoando a todos e bela postagem
gostei muito . Venho convidar a seguir e participar do site : chamadosdedeus.com/blog Valeu Paz