quinta-feira, 5 de outubro de 2006

A Felicidade do Povo de Deus

Feliz és tu, ó Israel!
Quem é como tu?
Povo salvo pelo SENHOR,
escudo que te socorre,
espada que te dá alteza.
Dt 32.29

Quem de nós já não ouviu: “Sou feliz por tenho um bom casamento”, ou “Sou feliz por que realizei tudo com o que sonhei na vida”?

Outros falam da felicidade, mais como um estado momentâneo: “Estou feliz por que consegui uma promoção”, ou, “estou feliz por que hoje deu tudo certo”.

Tenho a impressão de que os primeiros associam a felicidade a um estilo de vida agradável, enquanto os últimos a confundem com alegria. Ambos tem a felicidade como o resultado de acontecimentos.

Esse não é o conceito bíblico de felicidade.

Certamente há muitos exemplos bíblicos de pessoas alegres com um acontecimento: a mulher que achou sua moeda, o pastor, que, mesmo tendo que carregar a ovelha nos ombros, volta contente por tê-la achado, e o pai do filho pródigo. Todos esses e alguns outros são exemplos de alegria pelo fim de um problema.

Entretanto há uma alegria mais perene, derivada de algo superior e demonstrada de modo mais sutil. Mais sutil, porém, não menos forte: aquela alegria que levou os apóstolos a agradecerem a Deus - depois de açoitados - por serem dignos de sofrer pelo nome de Cristo. A mesma que brotava no coração e nos cânticos de Paulo e Silas, presos e após uma seção de tortura. Na verdade é mesma alegria que Paulo receita com tanta insistência aos membros da Igreja de Filipos: “alegrai-vos no Senhor”!

Pedro a chama de "alegria indizível". Ou seja: alegria que não pode ser dita. Que não pode ser expressada. Para a qual não existem palavras.

Tal alegria, parte do Fruto do Espírito, desafia os padrões humanos de ver a vida. Manifesta-se nas ocasiões menos esperadas, de um modo perene e interno. Forma uma base para os sentimentos. Sustenta o Cristão na hora em que tudo conspira contra seu bom humor. Mantém-no em paz: aquela “paz que excede a todo entendimento”.

Alguns a chamam de Alegria da Salvação, outros preferem referir-se a ela como a Segurança do Cristão. Tal alegria é peculiar ao salvo. E própria do povo de Deus.

Mas, atenção: há diferença de outra muito parecida, que pode ser vista em pessoas distantes de Deus. Na maioria das vezes decorrente de enlaces de amor. Afinal, Deus faz nascer seu sol sobre bons e maus e vir chuvas sobre justos e injustos.

Porém, refiro-me ao fato de que o Povo de Deus, desfrutando da paz vinda da certeza da salvação em Cristo Jesus, experimenta o que é inabalável: Deus lhe é favorável. Tão favorável que não mediu esforços para resgatá-los.

Somente quem avalia a situação terrível em que se encontrava antes de Cristo salvá-lo, pode ter uma pálida idéia do quanto Deus o ama, e, como conseqüência, aquilo que era apenas alegria transforma-se em felicidade. Não uma felicidade sujeita a altos e baixos, mas uma felicidade que independe de momentos de tristeza, de mau humor, de perdas, de ameaças, de sofrimentos, ou morte, já que decorre do fato de que, em qualquer situação (perigo, espada, fome, nudez, etc.) Deus está a seu lado e nada poderá separá-lo do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

Um comentário:

Oliveira disse...

Caro reverendo

Sim, felicidade para mim é a “paz que excede a todo entendimento”, com que fui contaminado depois que o novo nascimento sobrenatural se tornou um fato na minha vida.

É o meu maior tesouro.

Eu aprendo demais lendo suas idéias, e me identifico com elas.

Obrigado.