domingo, 21 de janeiro de 2007

Continuaremos calados?

Recebi, juntamente com diversos pastores, um texto escrito pelo Pastor Batista Isaltino Gomes em que ele se mostra espantado com o "silêncio sepulcral" dos evangélicos brasileiros, frente à prisão do apóstolo e da bispa.

Ele tem razão. Estamos errados em ficar calados.

Tempos depois de fundada pelo Apóstolo Paulo, a Igreja de Éfeso recebeu do próprio Senhor, através da pena do Apóstolo João, uma carta com a reclamação: “esqueceste o teu primeiro amor” e uma ordem: "levanta-te de onde caíste, arrepende-te e volta a prática das primeiras obras". A mesma carta, continha também alguns elogios, e, dentre eles, um se destaca: “puseste a prova os que a si mesmo se declaram apóstolos e não são, e os achastes mentirosos”.
Será que nós, evangélicos brasileiros, estamos em pior situação do que a Igreja de Éfeso? Será que a um elogio como este fazemos jus?

Por que razão ficamos calados diante dos absurdos soltos em nosso meio? Vendem fronhas ungidas que garantem sonhos proféticos, o direito de se trocar de anjo da guarda, kits de beleza da rainha Ester. O que mais? Há fim nessa lista?

Não foram práticas como essas que geraram 7 malas cheias de dinheiro (afinal, em que deu isso?)? Não foram esses absurdos que levaram às práticas pelas quais, agora, o outro ministro de Deus, seu vingador, o magistrado civil, ameaça com prisão? Mas, principalmente, não foi por coisas semelhantes que nossos irmãos do Século 16 resolveram protestar?

Diriam em contrário: “Mas hoje ainda se vê em tais lugares vestígios do Evangelho de Cristo”. Também se via na igreja do século 16, não obstante nossos pais não se conformaram nem ficaram calados.

Diriam ainda: “Eu tenho amigos lá e lá estão meus filhos”. Mais uma razão para falar, pois nossos mais queridos estão sendo enganados com nossa conivência silenciosa.

Ousemos discordar. Não sejamos coniventes com o erro. Mais importante do que o evangélicos serem um grupo politicamente coeso é serem um grupo que faz a vontade daquele que o remiu com seu sangue. Toda a proteção que eventualmente a política der ao povo evangélico será nada se nos encontrarmos desprotegidos diante daquele que não tolera iniqüidade associada a ajuntamento solene.

Voltemos a simplicidade dos Evangelhos. Abandonemos essas praticas sincréticas que são verdadeiros ‘caldos de cultura’ onde prolifera toda espécie de superstição, e nos lembremos de como o Senhor nos advertiu sobre falsos profetas e falsos mestres: Eles se disfarçariam de ovelhas ao ponto de lhe jogarem na face terem feito, milagres, profecias e expulsado demônios em seu santo nome.

Fizeram. Fizeram tudo isto e muito mais: com palavras fictícias fizeram comércio do rebanho dele.

O cristianismo, desde suas origens, está umbilicalmente ligado à palavra escrita. Na antiga aliança era obrigação de cada família ter em casa um descendente de Levi a fim de ensinar-lhes a lei de Deus. Uma em doze tribos não tinha herança. Vivia entre seus irmãos para cumprir este mister. Era como se cada família possuísse um professor particular.

A ignorância é uma das maiores inimigas do povo de Deus. Alicerçado nela, inventando visões, e coisas semelhantes, é que os falsos mestres, profetas e apóstolos dominam o rebanho. Dominando, vendem-no. Vendendo-o, devoram-no.

3 comentários:

O PENSADOR disse...

Folton, poderia disponibilizar o conteúdo completo através da opção Feed Complete encontrado na configuração do Blog.

Atenciosamente,
Seu mais chato leitor...

Oliveira disse...

Caro Reverendo Folton

Lembro claramente quando penso no tema, do texto "E por avareza farão de vós negócio..." II Pedro 2.3

Bem diferente deste blog, onde tenho me alimentado de reflexões espirituais e pelas quais não tenho pago nada, e nem me pedem depósito, número de cartão, contas de banco, etc...

Continue neste caminho...

folton nogueira disse...

Caro Oliveira;
Fico honrado com sua observação. Que tudo seja para a glória do Senhor.
ab
Fôlton