segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pecadores salvos pela graça

Recebi as mais variadas reações sobre estes últimos cinco textos que escrevi tratando da salvação. Algumas risíveis, poucas concordando comigo e a maioria me criticando. Em todas estas últimas dois pontos acabaram sendo, direta ou indiretamente, muito enfatizados.

O primeiro ponto criticava minha posição a respeito dos pecadores sem Deus. – Nenhum ser humano pode ser tão mau! (Alguém chegou a dizer). – Todo ser humano possui algum tipo de Deus, portanto todos amam a Deus (Outra pessoa afirmou).

Dificilmente eu encontrarei palavras para descrever o quanto Deus tem aversão ao pecado e ao pecador. Acrescento “ao pecador” pela simples razão de que o pecado só se efetiva através de alguém.

Eu esperava que, ao mostrar que a morte de seu Filho foi o único remédio encontrado por Deus para salvar o pecador, fosse o suficiente para que se imaginasse o quanto Deus odeia o pecado

É claro que ele ama aqueles a quem ele salva, mas abomina os rebeldes.

É fácil perceber que o humanismo semeou – e estamos colhendo às mancheias – a ideia de que o homem é essencialmente bom e que, quando ele revela-se mau é devido a distorções impostas por alguma doença (loucura?) ou como reação ao tratamento recebido da sociedade na qual ele foi criado.

Na verdade o que a Bíblia ensina é o oposto: o homem, ao pecar tornou-se completamente mau – talvez pior do que o próprio demônio – e a única coisa que ainda o habilita a ser eventualmente um bom pai de família, e um bom cidadão, é um resto da imagem de Deus, que não foi totalmente tirada dele, mas está horrivelmente distorcida.

O pecador é chamado nas Escrituras, não apenas de inimigo de Deus e morto em seus delitos e pecados como como falei nos outros textos, mas também é chamado de “vaso de ira” (Rm 9.22), “vaso para desonra” (Rm 9.21), dando indicação clara de que, se ele possui alguma coisa em si, é totalmente má: ira e desonra.

O segundo ponto abordado nas críticas me acusava de estar barateando a salvação. O argumento usado pode ser resumido na seguinte frase: – Assim qualquer um pode ser salvo! De fato qualquer um pode ser salvo. Não é necessário ter nenhum tipo de mérito anterior para que Deus o salve.

Este tipo de argumento pode ser agravado, pois pelo o ponto de vista que expus, um facínora poderia ser salvo e um bom pai de família não.

Observe que a primeira coisa que fica clara com este tipo de argumentação é que a salvação não é um ato soberano e exclusivo de Deus, mas um ato no qual o homem tem algum tipo de participação. Esse conceito de salvação ganhou dos teólogos a designação de “sinérgica” (de sin + ergos = trabalho coletivo), pois para que ela ocorra é necessário que tanto Deus quanto o homem façam alguma coisa. Em outras palavras: o Salvador possibilita a salvação e o salvo aproveita a oportunidade.

O caso mais comum é o de que o homem se salva mediante as boas obras que ele faz. Porém, há piores: Por exemplo, o conceito tradicional adventista em que Cristo paga os pecados, o homem cumpre a Lei de Deus e Satanás leva a maldição dos pecados. Ou seja a salvação depende dos três.

Percebeu? Quando o profeta Jonas disse “ao SENHOR pertence a salvação” (Jn 2.9), ele estava fazendo uma descrição do processo: é o SENHOR que salva. Salva quem? Quem precisa ser salvo. Afinal o próprio Jesus disse “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lc 5.31-32).

A salvação é um ato exclusivamente divino. Graças a Deus só depende dele, pois se dependesse de nós...

3 comentários:

Danilo Costa disse...

Se o pastor recebeu muitos comentários cuja crítica foi negativa. Eu comentarei de forma a elogiar os seus textos, que foram muito enriquecedores para mim. O senhor demonstra ter um grande conhecimento das Escrituras aliadas ao temor ao Senhor. Elogio também a sua sobriedade nas suas postagens.
Enfim, que o Senhor esteja sempre o abençoando a ter sempre palavras edificadoras para a Igreja do Senhor, sem temer represálias, que sem dúvida virão daqueles que tem o humanismo como uma verdade absoluta e, portanto, serão contra às verdades presentes na Palavra do Senhor.

folton nogueira disse...

Obrigado Danilo. Que a glória seja toda tributada ao nosso Senhor.

ab
Fôlton

Ricardo Manha disse...

Alguns momentos eu percebo a importância de Deus ter instituído profetas e pastores. Alguém precisa estar sempre falando. Pois muitas vezes nem mesmo os santos sabem ao certo a medida da maldade.