sábado, 10 de maio de 2014

Teoria da conspiração

Eu nunca tinha ouvido essa expressão (Teoria da conspiração) até 1997, quando um filme com esse nome chegou aos cinemas. Hoje, é difícil contar quantas vezes eu a escuto, ou leio, todos os dias.

Encontrada em escritos desde o Sec. XVII, a palavra conspirar faz parte de nosso vocabulário há muito tempo. Sua origem é a expressão latina conspirare (cum + spirare = respirar juntos) e seu sentido principal pressupõe mais de uma pessoa tramando secretamente em detrimento da verdade. Teoria, neste caso, é a proposta de uma explicação para o que não se conhece.

Mas, aqui entre nós, nunca gostei da expressão. Talvez por ser a tradução literal de conspiration theory sem qualquer adaptação ao nosso idioma e pelo uso que a mídia passou a fazer dela nos empurrando diversos sentidos (nenhum deles muito preciso).

Há muitas “teorias da conspiração”. Algumas curiosas. Outras são até atraentes (e sobre elas se pode até usar o dito italiano “Se non è vero, è ben trovato”). Mas, outras são risíveis (pra dizer pouco).

É possível encontrar uma lista de centenas delas na internet: desde a fluoração da água (seria uma forma dos produtores de alumínio se livrar dos resíduos tóxicos da produção) à terra oca (haveria um espaço no centro da terra com uma civilização inteira), ou a que explica que a humanidade descende de seres espaciais. Dia desses ouvi a alegação de que “o cristianismo foi inventado durante o Império Romano para controlar as massas”.

Sobre o cristianismo, uma das mais velhas aparece registrada na Bíblia: A primeira explicação para a ressurreição de Cristo: o roubo do corpo (Mt 28.1-15). Ou seja: ressureição foi uma invenção dos discípulos de Jesus, que, para dar maior veracidade, roubaram seu corpo do túmulo. A mais abrangente é que as religiões, especialmente o cristianismo, é o ópio do povo. Ou seja: o que mantem o povo dormente e o impede de reagir contra o que os poderosos fazem.

Porém, para os cristãos, não há teorias e sim uma conspiração pura e simples. Conspiração que começou no Jardim do Éden e que inclui a rebeldia contra Deus. Ela é descrita em texto como: “Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas” (Sl 2.2-3). Ela pode ser vista na recusa sistemática ao verdadeiro Deus, seja em luta aberta contra ele, seja na busca de outros deuses.

Você já notou que (e nos últimos tempos isso tem se agravado) qualquer hipótese, para qualquer coisa, que inclua a ação de Deus, e sua existência, é sempre descartada em prol do maior absurdo? É como se dissessem: qualquer coisa menos Deus.

Você já notou como a verdadeira religião, cada vez mais, é mostrada como uma conspiração contra o homem? Bem... nesse ponto há uma certa razão, pois a verdadeira religião busca a glória de Deus e mostra o quanto o homem está miseravelmente caído. Mas, a verdadeira religião não é uma conspiração, pois não deseja suprimir a verdade. Pelo contrário, deseja que a verdade brilhe cada vez mais.

Um comentário:

Marcelo Z. Hernandes disse...

Pr. Folton,
Gostei muito da sua reflexão sobre a verdade do Evangelho.
Me fez lembrar de um texto que li no livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu", de Geisler & Turek:
http://astse.blogspot.com.br/2013/10/nao-tenho-fe-suficiente-para-ser-ateu-2.html

Tento sempre acompanhar suas postagens.
Saudações cordiais cristãs.
Marcelo.