sábado, 2 de março de 2013

A Bíblia TEM Razão!

Um dos maiores desserviços prestados ao cristianismo nos últimos tempos foi a publicação do livro “E a Bíblia Tinha Razão”. Apesar de muitos terem este livro quase que como uma Bíblia paralela, que explica o que a outra quer dizer, na realidade ele a desdiz, pois “explica” todos os milagres com eventos naturais.

Seu autor inaugurou uma linha moderna de publicações e “filmes científicos” com o mesmo objetivo: dia desses vi um que explicava as pragas do Egito como uma sequência de acidentes ecológicos em que o primeiro provocou o segundo, o segundo provocou o terceiro... até o último. Ou seja: Tudo! Menos Deus.

Quando me refiro a uma linha moderna faço de propósito, pois sempre houve quem tentasse explicar as intervenções divinas por outros meios. A Bíblia registra alguns. A oração de Jesus é apenas um exemplo: “Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei. A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou” (João 12.28-29).

A ciência deve muito a Johannes Kepler. Foi ele quem descobriu a as leis que regem o movimento dos planetas. Talvez por isso não se conteve em retroceder seus cálculos e datar a aparição da estrela de Belém, em 7 a.C. Saturno e Júpiter estavam em posições, que, para alguém que os olhasse da terra se mostrariam como uma grande estrela, ou pelo menos um estrela mais brilhante do que as demais.

O texto bíblico fala de uma estrela sim, porém era uma estrela de brilho tão discreto que Herodes precisou perguntar quando ela foi vista: 7 Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. [...] 16 Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos” (Mateus 2.7e16).

Também sempre foram feitas tentativas de se explicar os milagres de Jesus através de processos naturais. Quem nunca ouviu falar de que a multiplicação dos pães foi na realidade um ato de generosidade daquele garoto que contagiou a todos a abrirem suas matulas e compartilharem com os demais? O que a cura de cegos e paralíticos eram apenas o efeito de sugestão? Ou que a própria ressurreição do Senhor foi a volta de um desmaio curado pelo descanso silencioso e pela humidade do túmulo.

Curiosamente, após a queda deste meteorito alguns irmãos me perguntaram se isso poderia ser entendido como cumprimento de profecias que dizem “as estrelas cairão do céus”. Provavelmente sim, pois até hoje, desde os tempos mais remotos – provavelmente desde os próprios tempos bíblicos – chamamos este fenômeno em língua corrente de Estrela Cadente (que cai).

Porém, não foi isso que mais me chamou atenção. Fiquei impressionado com a narrativa unânime de um clarão mais ofuscante do que o sol! Eu sempre tentei saber como um fenômeno assim, muitas vezes mencionado na Bíblia, aconteceria por processos naturais.

Uma vez arisquei olhar para um arco de soldagem elétrica e vi que era mais clara do que o sol, porem era um processo artificial. Mas eu ainda não havia encontrado na natureza nada semelhante. Ouvia falar que era possível ocorrer, mas não havia testemunhado. Pois bem: eis aí um até corriqueira (que acontece centenas de vezes todos os dias). Só que agora foi flagrada pelas câmeras.

Entretanto, não cometamos o mesmo erro, pois a luz do que a Bíblia fala, na transfiguração do Senhor, na conversão de Saulo e em outros lugares, o clarão provém diretamente daquele que criou não só os luminares mas a própria luz em si. Aquela verdadeira luz da qual a que vemos, mesmo a do meteorito, é apenas uma sombra, que apesar de fascinar, e até assustar, é efêmera e jamais se compara à que serve de morada para o Altíssimo “... o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” (1Tm 6.15).

Um comentário:

Gabrielly disse...

Olá Seguindo o blog, adorei!


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