sábado, 19 de agosto de 2006

As estações de Deus

O calor, aos poucos, vai dominando o dia e as madrugadas já não exigem o cobertor grosso. O ar insiste em permanecer seco, e, mesmo em uma ilha como a nossa, é possível sentir a umidade baixa.

A falta de chuvas grossas nos afluentes deixa a água do Rio Doce esverdeada sem o barro usual, e as chuvas esparças substituídas por chuviscos e pelo sereno da noite provocam um mormaço que aumenta a sensação de calor.

O Criador e Mantenedor de todas as coisas está tornando o ambiênte propício à germinação das sementes. Tanto das que cairam nas proximidades e adensarão o mato, quanto as que serão levadas pelos ventos, pelos pássaros ou animais, e nascerão distantes, provavelmente em lugares abertos, fechando as clareiras.

O mesmo ocorre com as que foram semeadas pelo agricultor e regadas na hora certa. Nascerão nas pantações, leivas e canteiros, não devido a sabedoria humana, mas porque, o que num instante multiplica os pães é fiel e multiplica também as sementes lançadas ao solo. Sem essa bendita providência pouco adiantaria, adubar, plantar ou regar.

Seja na solidão dos matos ou na roça bem cuidada é o Criador e Mantenedor de tudo que aquece a terra e a transforma em útero fecundo onde as sementes germinam.

Você já notou quantas vezes nosso Mestre comparou esse processo que chamamos de “natural” a verdades espirituais?

A mais impressionante – para mim – é a Parábola do Semeador. Um dos evangelistas diz que o Mestre foi explícito: “a semente é a palavra”.

Quais semeadores cegos, que desconhecem o terreno em que estão jogando a semente, mas sabem que há boa terra, semeamos. Umas cairão, nos caminhos, outras cairão nas pedras, outras nos espinheiros. Mas, haverá sempre aquelas que cairão em boa terra. Essas frutificarão abundantemente.

As vezes esta virada de clima representa bem o que acontece na vida de algumas pessoas. Deus as faz experimentarem a sequidão, o abafamento e o calor das dificuldades para que as “sementes espirituais” germinem.

São terra boa. Mas a semente precisa morrer antes de nascer, e morre exatamente nesse processo. Não foi sem razão que o Apóstolo Pedro anunciou tempos de refrigério em seu sermão após o Pentecostes.

Será que o Criador, Mantenedor e Salvador, não está tornando sua vida mais propícia a germinar a Palavra nela semeada até frutificar?

Um comentário:

Oliveira disse...

De fato!

No meu caso foi exatamente assim como descreves:

"As vezes esta virada de clima representa bem o que acontece na vida de algumas pessoas. Deus as faz experimentarem a sequidão, o abafamento e o calor das dificuldades para que as “sementes espirituais” germinem."

Um abraço