domingo, 23 de dezembro de 2007

Não sou ingênuo

Não sou ingênuo ao ponto de achar que Papai Noel representa o Natal, e que sem o Papai Noel não há como relembrar do Natal. Mas também não sou ingênuo ao ponto de achar que ele me impede de comemorar a encarnação do Verbo Divino.

Não sou ingênuo ao ponto de crer que com poesias, peças de teatro, festas, ou uma audição do Messias de Haendel - ou de outro oratório de natal qualquer - terei comemorado o Natal. Jamais! Eles podem até trazer a impressão de que me esforcei bastante. Mas se eu não me esvaziar de mim mesmo, como o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores o fez, mesmo que a manjedoura seja o prenúncio da cruz, jamais terei sequer atinado com o verdadeiro motivo que o trouxe ao tabernáculo que vivo.

Não sou ingênuo ao ponto de achar que em 25 de dezembro comemorarei 2007 anos do nascimento de Jesus. Sei que a data não é essa. Porém não sou ingênuo ao ponto de achar que, por não saber a data exata, tudo que eu fizer, alegrando-me pelo seu nascimento, será errado e incorrerei no seu desagrado.

Não sou ingênuo ao ponto de achar que ele ficará tanto mais alegre comigo quanto mais exageros eu fizer, mais trabalhos eu tiver, e mais - dos recursos que ele mesmo me deu - eu gastar, para presentear e festejar seu nascimento, e depois viver o ano todo como se ele não existisse.

Não. Não sou ingênuo.

Sou, na verdade, culpado. Culpado de levar meu Senhor a tanto para me resgatar. Porém, vou celebrar sim. Celebrar com gratidão ele ter adquirido minha natureza.

E, como sei que ele se agrada mais de um coração contrito, do que de qualquer outra coisa, no momento de maior alegria, terei cuidado de colocar aos pés da cruz, ou melhor, ao lado da manjedoura, toda minha gratidão. Então, ela será tão preciosa quanto o ouro, e tão especial quanto o incenso e a mirra.

Um comentário:

Gabriela Vasconcelos disse...

Eu conto a todas as criancinhas no Shopping que o senhor gentil de roupa vermelha é aó um velho gordo fantasiado que só está ali pelo dinheiro. Então, sou fuzilada pelos olhares dos pais delas. Mas aí, que mostro uma coisa melhor, digo, uma coisa verdadeira pra elas acreditarem. Às vezes funciona. Mas eu sempre tento melhorar os natais fazendo esta troca.
Realmente, o importante é ter gratidão nesta data tão especial.
Rev. Fôlton, o senhor é lá da IPB da Ilha, em Gv não é? Tenho parentes por aí. Sou sobrinha do Paulo Wagner. Parabéns, seu blog está muito dez.
Abraços.